Objectivos para 2012

Eis-nos no “fatídico” ano 2012, segundo o calendário Maia.
E para este ano, já defini alguns dos objectivos a alcançar:

  1. Brevet Randonneur com “provas” em autonomia nas distâncias de 200, 300, 400, 600 e 1000 KM;
  2. Volta pelas ilhas dos Açores em bicicleta;
  3. Várias “escapadas” no continente português;
  4. Iniciação no Pedestrianismo

27ABR11 – Lagoa St. André – Porto Covo

Um percurso já meu conhecido, sem muito interesse, pelo menos até passar Sines onde começam as Praias, que estavam cheias de surfistas e estrangeiros devido ao dia calorento.

Chegado a Porto Covo, por volta do almoço, decidi acampar e ficar uns dias a explorar a zona e dar uns mergulhos no atlantico. É o que o cicloturismo tem de bom, nada de stress…..

Ao fim de 2 dias fui “assaltado” por uns amigos meus que me faziam ultimatos para ir almoçar a casa deles. Já não tinha desculpas, por isso mudança de planos e no dia seguinte uma viagem até Benfica onde apanhei o comboio para Lisboa pois no Sábado teria de estar no Entroncamento e no Domingo no Carregado.

Descobri uma coisa: pedalar por trajectos antes já efectuados por mim não é própriamente o que de melhor posso fazer, perco o interesse…..

26ABR11 – Lisboa – Lagoa Stº André

Mais uma voltinha, desta feita de regresso ao sul do País.

Já tinha feito Lisboa – Sagres –  Lagos em bicicleta em 2009 e agora volto mas com a minha KMX COBRA.

Como  semprea saída de Lisboa, logo de manhãzinha, do Cais  do Sodré para o Montijo e  daí  até Setúbal, onde apanhei o ferry até à  península deTróia.

Uma breve visita pelo complexo turistico de Tróia, agora explorado pelo Sr. Belmiro de Azevedo, e depois rumo ao sul com opção de acampar naLago de Santo André.

um AVISO: Se pensam em acampar no Camping da Lagoa de Stº André, TÊM de ser sócios do Clube de Campismo de Lisboa, pois é um Camping Privado. Agora não sei porque razão a Câmara local faz sinalização rodoviária quando o Camping é privado, o  que leva muitos ao engano e a bater com o nariz na porta.

Mas lá me deixaram ficar, tomara, o camping estava vazio….

Estou de volta à estrada

Faz tempo que não escrevia no meu blog, sendo que a última vez foi um apelo, com o video, para salvar os ricos da crise.

Ora a Crise aí está, o FMI está no Terreiro do Paço e EU….vou-me pirar.

fmiXcape é o simpático nome da minha pequena voltinha de Lisboa a Lagos, pela Costa Vicentina, de Lagos até VRSAntónio, depois ao longo do Guadianan até Alcoutim e depois regresso a Lisboa, não sei se por Castro Verde ou por Beja / Évora. A ver vamos.

Partida para o fmiXcape dia 26ABR11

4JUL – O dia em que “empenei” no alentejoXcape2010

 

Saí de Avis quando soavam as 4 badaladas no sino da Igreja local (16H00)., depois de ter assistido a uma Prova de Triatlo de Avis a contar para o Campeonato Nacional da modalidade. Pensava eu que o percurso até Ponte de Sôr seria calmo sem stress e já com a temperatura a descer.

Pois o Alentejo tem destas coisas, o termómetro registava temperaturas superiores a 40ºC, o sol era abrasador, as sombras eram escassas e aldeolas nem vê-las.

Os 25km que separam Avis de Ponte de Sôr tornaram-se um calvário. A maior parte do percurso foi feito em contra mão, para aproveitar as muito poucas sombras que alguns sobreiros teimavam em fornecer.

O ar estava quente, pesdado, irrespirável…era dificil de subir e descer, ao sol, com calor e quase sem poder respirar direito.

Sentia a pele a esturricar debaixo do sol abrasador, apesar de camadas sucessivas de protector fact. 50.

Sensivelmente 2km antes de Galveias, a única localidade entre Avis e Ponte de Sôr, eu “empenei”, como dizem os camaradas do ProjectoBTT quando um tipo de vai abaixo. Aí eu pensei…pronto, esgotei! e agora?

Entrei num tasco à beira da estrada em Galveias , pedi uma Coca-cola, comprei mais uma garrafa de água grande, a juntar às 3 que já tinha na trike, e saí. Saí com mais vontade com a confiança redobrada e o resto do percurso até Ponte de Sôr foi mais suave a nivel de luta contra o stress, embora tivesse mais altos e baixos.

Quando cheguei a Ponte de Sôr estava exausto, não que 25km fossem muitos, mas exausto pela dificuldade de respirar o ar irrespirável de tao quente estar que ao entrar nas narinhas aquecia todo o aparelho respiratório e davam uma sensação de dor nos pulmões.

Na estação da CP de Ponte de Sôr, o termómetro marcava 39º e eram 20H20m.

Resumindo, foi o dia mais árduo que alguma vez apanhei numa viagem de bike, o que me leva a parar de viajar nos meses de verão, simplesmente porque em vez de ser um prazer torna-se num martírio.

Cheguei a Lisboa cerca da 1 da manhã…de combóio desde Ponte de Sôr.

4JUL – alentejoXcape2010

Hoje é dia de regresso a Lisboa…

Calor, muito calor, já pelas 09H00. Aqui no Parque de Campismo, que está integrado no Complexo Desportivo/Náutico de Avis, está a decorrer uma prova de triatlo, o XIV Triatlo de Avis

Para o fim do dia, esperemos que esteja mais fresco, vou até Ponte-de-Sôr e apanhar o combóio para o Entroncamento e depois Lisboa.

2JUL – alentejoXcape2010

Alteração de planos. A idéia original era pedalar até Portalegre, passando por Arronches e no dia seguinte passar por Alter do Chão até Avis.

No Camping de Campo Maior disseram-me que o Camping de Avis era muito bom, igualmente junto a uma barragem, mas com piscina, praia fluvial, etc, etc…

Uma vez que se torna impossível pedaalr entre as 10H00 e as 17-18H00, devido ao calor que torna o ar pesado e dificulta a respiração, optei por rumaer directamente de Campo Maior para Avis e ai ficar no dia de Sábado em descanso.

Para quem deseja fazer cicloturismo no Alentejo deixo um conselho: NUNCA venham na 2ª quinzena de Junho até à 2ª quinzena de Setembro. É IMPOSSÍVEL E TORTURANTE PEDALAR COM ESTE SOL, SEM SOMBRAS …

A Paisagem no entanto é espantosa, as cores garridas, as pessoas acolhedoras. Em Monforte entrei  num café da praça principal e pedi um café o senhor vira-se para mim e diz: “Amigo, este está pago e obrigado por ter parado aqui !” Segui-se depois uma conversa sobre a trike, com ele e alguns dos presentes. Pergunta: onde arranjou aquela bicicleta amigo? Resposta: é inglesa. Argumentação: Amigo, a bicicleta pode ser inglesa, mas foi um alentejano que a inventou….

Risada geral…. gente porreira pá!

A cidade de Avis vista de longe parece um castelo medieval, ainda parece, de tão simples ser. Em contraste com Óbidos já mais orientada para o turismo, Avis mantém a sua áurea medieval quase intacta.

Um senão comum a todas as cidades, vilas alentejanas….com tanto sol e calor porque raio as câmaras, freguesias não promovem a colocação de árvores de sombra (não de árvores para enfeitar, mas que realmente dêm sombra e assim minimizassem as temperaturas nas suas cidades/vilas….?!?!?!?!

1JUL – alentejoXcape2010


O dia começou bem cedo com a ida de Alges até Santa Apolónia onde apanhei o regional para o Entroncamento. Viagem normal, numa composição já conhecida em outras deslocações.
A automotora modernizada que faz a ligação entre o Entroncamento e Elvas/Badajoz é de dificil acesso para o pessoal com bicicletas, quanto mais a trikes, devido às suas portas demasiado estreitas. De notar que estas automotoras são bem antigas tendo no entanto sido renovadas no Porto.

Para colocar/retirar a trike na automotora tive de retirar as mochilas do rack e precisar de ajuda.
A viagem fez-se bem, a uma velocidade que atinge no máximo os 90km/h por entre as planicies alentejanas. A temperatura ía subindo…
A chegada a Elvas foi cerca das 12H00 sob um sol tórrido.

Não me demorei muito tempo em Elvas pois já conhecia de outras deslocações anteriores. Foi só tempo de comer um hamburguer num snack da cidade e por-me a caminho para Campo Maior, cerca de 17km a subir e a descer, numa estrada com relativamente pouco movimento, bom piso, poucas sombras e sob um calor abrasador.
à entrada de Campo Maior, cidade conhecida pelo café Delta e pelo comendador Nabeiro.
O Parque de Campismo de Campo Maior, um deles, situa-se junto à Barragem do Caia, um espaço extremamente agradável para a recreação, mas não aproveitado pela câmara local.
Soube depois que o Parque está em vias de fechar, embora esteja quase cheio de tendas/roulotes fixas de espanhóis, que pelos vistos “fugiram” do parque no dia do jogo Portugal-Espanha. Mas o dito Parque está em vias de fchar porque se cometeram abusos dos campistas na colocação de toldos, avançados feitos em tijolo, etc…., além de que quem gere o espaço percebe tanto do negócio como eu de chinês.
À noite, aproveitando a boleia de um campista senior, que vim a saber ser primo direito de Paco Bandeira, fui até à cidade dar uma volta (19H00 um bafo quente) e jantar.
3 nacos de vitela alentejana na chapa, uma delicia, acompanhado de salada de tomate e batata frita…só consegui comer 2!
O preço um bocadito elevado: 16 euros!