Hoje fui atraiçoado pelo relógio, quando era para sair às 8H00 da Figueira, só acordei às 9H00 e depois de arrumar tudo eram cerca das 10H15 quando sai da Figueira pela ponte que a liga à margem sul do rio Mondego, pela minha já conhecida estrada N109.
Logo à saída da ponte, e como prefiro estradas secundárias, optei pela N237 que me levou a Lavos, Marinha das Ondas e Matos do Carriço onde me embrenhei no famoso Pinhal de Leiria, mandado construir pelo Rei D. Dinis para a epopeia marítima (ainda não haviam eleições naquela época).
A minha ideia era fazer a costa desde a Praia de Pedrógão até à Nazaré, passando pela Praia de Vieira, S. Pedro de Moel, Paredes de Vitória, etc.
Era a minha ideia, mas depois de me ter embrenhado no antiquissimo Pinhal, e com ele as estradas antiquíssimas (penso que as estradas e respectivas coberturas datam do início da plantação do Pinhal).
Foi delirante 2H30 “perdido” em pleno pinhal, estrada só acessível, a viaturas TT ou em BTT mas sem a bike carregada, sem tabuletas indicadoras nos cruzamentos……e eu sem o meu GPS, que tombou logo aos primeiros solavancos. Bem tentei navegar com o Google Maps Mobile, mas é giro, mas…..
O mapa que tinha era mais orientado para o aspecto de lazer….se tivesse uma carta topográfica, tinha-me safado. Mas á me safei…acabei por ir dar a uma povoação chamada Vieira e jurei nunca mais me embrenhar com a bike atestada de peso em Matas Nacionais, os caminhos são impossíveis.
Como já estava atrasado tive que dar corda ao pedal, e mesmo em Vieira meter no bucho 2 RedBull, assim fiquei com asas suficientes para chegar à Marinha Grande, terra de Vidreiros, desculpem ex.vidreiros, agora a Marinha Grande é a terra dos Moldes (lembram-se daquele empresário que aparece em tudo