Quando alguém pensa fazer o Caminho de Santiago, geralmente procura sempre o “caminho marcado”. Mas onde começa o verdadeiro CAMINHO?
O Caminho de Santiago é, acima de tudo, um estado de espírito.
O primeiro passo é sempre dado pela nossa vontade de realizar a peregrinação. E o passo seguinte: pesquisar os meios para se alcançar tal objetivo. Nesse caso, não há dúvidas de que a web é um instrumento inestimável, eficiente, motivador.
Inúmeros relatos de experiências nos colocam diante das diferentes possibilidades: dicas, mapas, fotos, dificuldades, meios…
Quanto mais se pesquisa a respeito do assunto, tanto mais cresce em nós o desejo de viver a mágica peregrinação.
A forma mais tradicional, lógicamente, de se realizar o percurso, é a caminhada. Ao longo dos anos tem vindo a aumentar o número de peregrinos que fazem “O Caminho” em bicicleta. No meu caso concreto vou fazer o Caminho no meu trike, e será a primeira vez que algum peregrino faz o Caminho da Partir de Portugal em trike.
Existe uma quase unanimidade em se afirmar que outros meios – que não a caminhada – não têm o mesmo significado. Faz sentido: a experiência de cruzar veredas, subir morros, andar na lama, chuva, sol, neve, pernoitar nos albergues, interagir com outros peregrinos, de diversos países, com toda a aura mística que o Caminho inspira, é inigualável.
Existem até os que não vêem com bons olhos os que se utilizam de meios alternativos ou que não fazem o caminho todo de uma vez.
Mas essa é uma visão equivocada.
Se o Caminho de Santiago serve para nos lavar a alma, despi-la de preconceitos e afastar o que resta em nós do homem velho – como diria Chico Xavier -, não faz sentido colocarmos em julgamento as razões e meios pelos quais alguém está a fazer o “seu próprio” Caminho. É essencial lembrarmo-nos de que